Mais uma vez, ora viva, estimados leitores!
Sendo que o dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas terminou há pouco tempo, decidi deixar-vos aqui alguma boa música Portuguesa.
Assim de repente, olhando para a minha biblioteca musical, foi isto que arranjei. Músicas mais ou menos recentes para vários gostos ou, em particular, para o meu gosto.
Divirtam-se!
CineMuerte - I'm a Fool But I Love You
Dazkarieh - Caminhos Turvos
Dead Combo - Putos A Roubar Maçãs
Deolinda - Clandestino
Foge Foge Bandido - Tu Não Tens De Mudar
Hyubris - Orpheu
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The Legendary Tigerman - Life Ain't Enough For You
Linda Martini - Amor Combate
Mandrágora - 30 Doradus
Moonspell - Scorpion Flower
Mundo Cão - Ordena Que Te Ame
Riding Pânico - E Se A Bela For O Monstro
Rita Redshoes - Choose Love
Uxu Kalhus - Erva Cidreira
Doei!
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Grandes sons (IV) - Alguma música Portuguesa
Um pouco mais de Nijmegen
Pouquíssimo baratos leitores,
No fim-de-semana passado (que incluiu o feriado de 3 de Junho - é o que faz ter uma mistura de feriados Holandeses com feriados Alemães) recebi uma bela visita Polaca nesta pacata localidade.
Curiosamente, enquanto a visitante andou por cá, fomos brindados com sol e calor. Recordo-me de várias vezes olhar para o céu, num dos dias, e não conseguir vislumbrar qualquer vestígio de nuvem. Zero. Completamente azul. Isto, meus senhores, ou muito me engano ou é inédito desde que cá cheguei.
Muito bem, já percebi que, depois de levar com bom tempo em Groningen e Edimburgo, isto foi apenas mais um episódio de CASPA (Céu Azul e Sol Para os Amigos - ou neste caso para mais que Amigos). Não liguem, de vez em quando gosto de usar uns acrónimos.
Desta vez não fui eu a andar com a máquina fotográfica, por isso não tenho fotos, de momento.
Posso, no entanto, escrever um pouco sobre os dias de sol.
Dado que normalmente ando por aqui sozinho, raramente vou a restaurantes, cafés, etc. Simplesmente não me apetece estar numa mesa sozinho a comer ou beber. Bem, por vezes acontece, mas não é normal.
Andando acompanhado, e com um tempo daqueles, oportunidades não faltaram para isso. Desde esplanadas variadas, no centro ou perto do rio, até ao restaurante de tapas que já experimentara, e que recomendo. Nada como uma bela cerveja fresca e uns cubos de queijo, enquanto se desfruta de tórridas temperaturas de 25ºC .
Um local onde ainda não tinha ido é precisamente o céu (De Hemel), onde se produz a cerveja local. E que cerveja, meus amigos... De todas as cervejas loiras que já bebi por aqui, aquela foi provavelmente a melhor. Já tinha provado uma, mas não aquela. Aconselho-vos a fazer-me uma visita de modo a que eu arranje mais desculpas para lá ir. :) Para além de beber cerveja, também se pode comer, tanto no interior como cá fora na esplanada. Vale bem a pena.
Claro que tenho de recomendar também o bacalhau à Brás que eu mesmo confeccionei, acompanhado por um belíssimo Alvarinho. Maravilha.
Para além de comer e beber, houve ainda tempo para uma ida ao museu Valkhof, que dá a conhecer um pouco da rica história desta cidade. Nada de extraordinário, mas acho que vale uma visita.
Como grande momento cultural do fim-de-semana, divulguei um pouco do cinema Português. Sem qualquer dúvida sobre o que escolher, foi com satisfação que, na última visita a Portugal, constatei que o DVD que pretendia tem legendas em Inglês. "A Canção De Lisboa", pois claro.
Devo admitir que não conheço muito do nosso cinema, mas do pouco que conheço este é certamente dos filmes que mais gostei de ver. E a verdade é que, depois de muitos anos, soube bem voltar a vê-lo. Nada como relembrar frases marcantes da minha infância como "Chapéus há muitos, seu palerma!" ou "Avó, aquele boneco bateu-me!", a incontornável "Carneiro amigo, andamos todos ao mesmo!", e ainda o inesquecível Esternocleidomastoideu.
E pronto, muito resumidamente foi isto. O resto não é para aqui chamado. :P
Doei!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Edinburgh
Estimados leitores,
Desta feita venho falar-vos (bem, na verdade não estou propriamente a falar) de um dos fins-de-semana mais quentes do ano na capital da Escócia - Edimburgo.
Como devem imaginar, o clima Escocês é sensivelmente como o que experimentei durante um ano na Irlanda, só que mais frio. Daí ter sido uma sorte do caraças eu ter escolhido um fim-de-semana com temperaturas acima dos 20ºC para visitar um grande amigo dos tempos da FEUP, essa grande instituição.
Depois de também ter levado o sol a Groningen, começo a pensar se será apenas coincidência.
Aproveitando o feriado que tinha no dia 24 de Maio (por ser o dia de aniversário da minha afilhada, entre outras razões de menor importância), voei para lá na sexta-feira dia 21.
O primeiro impacto da cidade foi fortíssimo, com toda a imponência do castelo a dominar o cenário à medida que o autocarro se aproximava do centro.
E a melhor coisa que se pode fazer depois de chegar a Edimburgo é precisamente entrar num pub e pedir um real ale. Estas cervejas são bombeadas (não há cá pressão ou gás) para um copo de pint, e são uma maravilha. Estive lá um fim-de-semana, experimentei umas dez diferentes - uma pequena parte, portanto - e todas me souberam bem.
Neste aspecto tenho que admitir que estaria muito mais bem servido do que estava na Irlanda. Na Escócia há mais e melhores cervejas (a Guinness é a única cerveja Irlandesa de que vou sentindo falta, mas também se arranja em qualquer lado).
E nem vou entrar em comparações relativamente ao inigualável whisky Escocês, porque isso não faz sentido. Ou melhor, mesmo que faça sentido em alguns casos, não há como não dar à Escócia a vantagem destacada no campeonato mundial do whisky. :)
Bem, mas já estou a divagar.
É óbvio que as semelhanças com a Irlanda me trouxeram recordações e tornaram inevitáveis as comparações. Tal como na Irlanda, a língua oficial é o Inglês com um sotaque marado, também se vêem referências ao Gaélico (diferente do Gaélico da Irlanda - embora isso só interesse a quem fale uma dessas línguas), as paisagens verdejantes e as cores da vegetação fazem lembrar o que vi na outra ilha... Enfim, muitas semelhanças.
Onde é que eu ia mesmo? Ah, Edimburgo. É uma cidade muito bonita, com bastantes edifícios antigos e alguns belos edifícios mais recentes (mas também há alguns que estragam a vista, por vezes), um bom número de espaços verdes, um monte a partir do qual se pode vislumbrar toda a cidade à volta, e praia bem perto (embora as oportunidades para a utilizar não abundem). E os pubs, pois claro, pontos de referência em qualquer rua.
Se não soubesse mais ou menos como é o clima por lá, teria ficado mesmo fascinado com a cidade, depois de um fim-de-semana de sol.
Mas para aquilo que lá fui fazer, serviu na perfeição. Um fim-de-semana com pessoal porreiro, numa cidade que vale a pena ver, e uns pints de bela cerveja a acompanhar.
Talvez volte lá, já que o livro que comprei para me dar umas dicas sobre a cidade só chegou depois de eu ter voltado. Nem que seja "só" para experimentar os ales que faltam. :)
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Grandes sons (III) - Black Sabbath / Heaven & Hell / Ronnie James Dio
Estimados ouvintes,
Parece que foi há pouco tempo, mas já passaram uns 12 anos.
Estava eu a vasculhar, mais uma vez, a colecção de discos do meu pai, e achei que estava na altura de ouvir um disco que ele lá tinha dos Black Sabbath: Heaven and Hell.
Na altura ainda não os conhecia, mas fiquei rendido logo nos primeiros riffs.
Longe de ser dos primeiros álbuns da banda (é de 1980) e tendo sido gravado, até, depois da saída de Ozzy Osbourne, não é provavelmente o que me recomendariam para começar. Mas a verdade é que, começando por aí, o som original dos Black Sabbath (os discos anteriores) não soava tão bem, principalmente por causa da voz. Ou pelo menos demorou algum tempo até começar a aceitar melhor.
É precisamente por causa da voz que vão ouvir de seguida que escrevo este post. A formação presente neste álbum formou, há alguns anos, os Heaven & Hell, para umas digressões por esse mundo fora. Teria, daqui a uns meses, oportunidade de os ver ao vivo aqui na Holanda, assim como teria também o público Português.
Teria, porque infelizmente o vocalista da banda, Ronnie James Dio, faleceu há uns dias.
Admito que, para além dos Sabbath, pouco conheço do seu trabalho. Mas conheço o suficiente para me ter marcado. Uma voz lendária do Heavy Metal que me deu como que as boas vindas a esse género musical (mesmo não tendo sido a primeira vez que ouvi esse tipo de música). Foi também nessa altura que percebi que a colecção do meu pai tinha mais jóias do que eu pensava.
Com isto queria apenas deixar aqui uma pequena homenagem a essa lenda, com algumas músicas desse grande álbum dos Black Sabbath. São precisamente as primeiras três do álbum, já que foram as primeiras três que ouvi.
As duas últimas tocadas mais recentemente pelos Heaven & Hell (mais por uma questão da qualidade dos vídeos). A primeira, sendo também a primeira música daquele álbum, quis colocar com um som mais próximo do original que me invadiu os ouvidos na altura. Obviamente nota-se de imediato a diferença na pujança daquela grande voz.
Black Sabbath - Neon Knights
Heaven & Hell - Children of the Sea
Heaven & Hell - Lady Evil
Doei!
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Categorias: música
sábado, 15 de maio de 2010
Efterklang
Caríssimos leitores,
Pois claro, mais uma vez venho aqui relatar uma ida ao espectacular Doornroosje, na passada semana, desta vez para ver uma banda Dinamarquesa chamada Efterklang (não, não é o nome daquele vulcão Islandês).
Desta vez o som é um pouco diferente das últimas bandas que vi por cá. Não deixa de ter algumas semelhanças com o post-rock, mas nota-se mais uns toques de pop, rock, música electrónica, bastante experimental e com variados instrumentos à mistura.
Conseguem criar um som cheio e harmonioso, ora etéreo e hipnótico, ora alegre e contagiante, quase obrigando os lábios a formar um sorriso. Sorriso, que os elementos da banda transportavam consigo, sempre simpáticos, alegres e contentes.
A verdade é que o resultado final é muito bom, e mais uma vez assisti a um grande concerto nesta bela localidade.
Mais para o fim do concerto já estava exausto, devido à futebolada um pouco antes, caso contrário também teria estado sempre tão sorridente como a banda.
Ficam aqui os vídeos da praxe.
Efterklang - Swarming
Efterklang - Mirador
Efterklang - Modern Drift
Doei!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
SLB
Estimados leitores,
Poucos são os momentos em que escrevo aqui sobre futebol.
Compreensivelmente, penso eu, já que a história recente do meu clube não tem sido a melhor. Ora lembro um ou outro jogador importante para mim que decide deixar de jogar, ora realço um momento sublime de futebol da minha equipa.
Esta época não faltaram oportunidades para referir o bom momento do Benfica. Mas, inicialmente por falta de tempo, e mais tarde por manifesta dificuldade em realçar qualquer momento que fosse, acabei por não escrever nada.
A época do Benfica foi simplesmente fantástica. E só não foi decidida mais cedo devido a um Braga que, com esta performance, teria sido campeão em épocas anteriores.
Momentos sublimes, houveram muitos. Com o melhor plantel que me lembro desde que comecei realmente a prestar atenção ao futebol (desde a época de 1993/94), e desta vez com um treinador capaz de juntar todas as peças e formar uma grande equipa, ver o Benfica jogar foi um prazer. O sofrimento a que os benfiquistas estavam tão habituados não foi tão necessário esta época. E ainda bem.
Todo o mundo festejou. Até em Nijmegen, essa grande cidade lusófona, um grupo com cerca de alguns benfiquistas festejou e assistiu, cortesia de transmissões extremamente legais na internet, aos festejos dos vários milhares que se manifestavam nas ruas do nosso Portugal.
O Benfica foi campeão, mereceu sê-lo, e espero que o seja com maior regularidade no futuro.
Ainda com um atraso maior, quero também felicitar a nossa equipa de futsal. Não é todos os dias que temos uma equipa campeã da Europa, independentemente da modalidade.
Um grande bem haja a todo o mundo benfiquista!
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Caspian
Estimados leitores,
Há cerca de uma semana desloquei-me, mais uma vez, ao incontornável Doornroosje, para mais um grande concerto de post-rock.
Desta vez a banda a passar por lá foi Caspian.
Caspian - MIE / La Cerva
Caspian - The Raven
Caspian - Sycamore
Doei!
domingo, 2 de maio de 2010
Festividades em terras lusitanas
Cordiais saudações, caríssimos leitores!
Já com algum atraso, venho aqui falar-vos um pouco sobre o fim-de-semana do nosso 25 de Abril, que passei em Portugal. Um fim-de-semana repleto de celebrações.
Para começar, no dia 24, o que me levou lá inicialmente - um casamento. Já aqui tinha manifestado o meu protesto para com os meus amigos, por estarem todos a decidir casar. Isto de viajar para Portugal, ainda por cima com o vulcão Gertrudes (sempre é mais fácil de pronunciar) a expelir cinza como se não houvesse amanhã, não é fácil. Mas pronto, desta vez passa.
Foi um belo dia, passado na companhia de amigos com quem não tenho tido oportunidade de conviver regularmente, e sempre com boa comida, devidamente acompanhada por um copo cheio.
No dia da revolução dos cravos foi celebrado o aniversário (de uns dias antes) do meu pai. Desta feita, foi a oportunidade de rever grande parte da família e, como não podia deixar de ser, comer e beber bem, mais uma vez.
Deixo aqui a foto do bolo, especialmente dedicado ao aniversariante. Só faltava fumegar um pouco. Isso veio depois, mas não fotografei o momento.
Enfim, não tenho muito mais a escrever. Foi um bom fim-de-semana em que reencontrei os meus (não todos, claro), o que sabe sempre bem.
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
Esta quadra é pequena
E de fraca qualidade...
segunda-feira, 19 de abril de 2010
And so I watch you from afar, Groningen...
Caríssimos leitores,
Qual é o sentido da vida? Existe vida inteligente no universo (sim, já estou a contar connosco)? Será real a existência de um ser divino, criador de tudo e todos, como por exemplo o Monstro de Esparguete Voador? Será o tremoço realmente um marisco? De que cor era o cavalo branco de Napoleão?
Questões pertinentes, e que me ocupariam grande parte do tempo caso não estivesse a fazer outras coisas, como por exemplo escrever no blog. Sendo assim, numa próxima oportunidade tentarei falar um pouco sobre elas. Por agora, não é isso que me traz aqui.
Há já cerca de duas semanas (no sábado 17 de Abril) desloquei-me bem ao Norte dos Países Baixos, mais concretamente à cidade de Groningen.
E perguntam os curiosos leitores: Porquê Groningen?
Groningen é uma cidade que alberga uma população estudantil significativa e onde há, por isso, uma oferta cultural bastante orientada à juventude. Já de alguns anos para cá, alberga também um dos meus melhores amigos, que finalmente decidi visitar.
Sendo ele uma das poucas pessoas que conheço com quem tenho grande parte do gosto musical em comum, esta visita serviu também para dar um salto ao Vera, um espaço não muito diferente do Doornroosje de Nijmegen, onde passam algumas bandas interessantes.
A banda que por lá passou dessa vez tem um daqueles nomes que fica no ouvido, por ser pequeno e simples de memorizar - And So I Watch You From Afar.
Esta banda Norte-Irlandesa é mais uma a ser referida neste blog por tocar o chamado post-rock. Mas neste caso com muitas influências de math rock (ou rock matemático, com os seus contratempos característicos, para além, claro, de derivadas, integrais, equações diferenciais e alguns números imaginários) e formas mais pesadas de post-rock.
O resultado final é uma mistura explosiva com alguns (não muitos) momentos calmos, e que ao vivo soa bastante bem. Superou muito as expectativas. Deixo-vos aqui um cheirinho da música deles, na forma de vídeo (só faltava ter sabor também).
And So I Watch You From Afar - A Little Bit Of Solidarity Goes A Long Way
Quanto ao resto do fim-de-semana, devo dizer que tive sorte. O sol decidiu aparecer especialmente para mim, já que nas semanas anteriores estivera ausente em parte incerta.
De qualquer forma, a vontade de pegar na máquina fotográfica foi inversamente proporcional à quantidade de raios de sol com que fui brindado, por isso apenas vos posso mostrar as seguintes, todas tiradas no espaço de meio minuto na praça principal da cidade. Terá de ficar para outra altura.
Tot ziens!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Oslo
Caríssimos leitores,
Já com algum atraso, venho relatar muito brevemente um belo fim-de-semana de Páscoa.
Como qualquer um de vós, quando pensei no que fazer na Páscoa, algo se iluminou na minha mente: "Noruega! É isso!"
Algum tempo depois de reservar tudo, pensei novamente: "Espera lá, mas o bacalhau é mais na altura do Natal...". Mas era tarde de mais.
Sendo assim, o meu destino de Páscoa foi a capital do país do bacalhau, dos ursos polares e dos trolls, Oslo.
Certamente não será o local mais representativo da cultura Norueguesa e, pelo que li, está longe de ser considerada a mais bela cidade do país. Mas foi esse o ponto de partida escolhido, principalmente devido às ligações aéreas de Rygge (a 60km de Oslo) para Weeze (o aeroporto mais próximo de mim) e para Cracóvia (ou pensavam que fui sozinho?).
Devo dizer que Oslo não deixa de ser uma cidade bonita. Geralmente bem tratada, com bastantes edifícios interessantes, arquitectonicamente falando (embora não seja eu quem percebe disso), a cidade é povoada por esculturas e espaços verdes, e banhada pela água do mar que enche o Oslofjord (que, apesar do nome, não é exactamente um fiorde).
Durante a viagem foi fácil verificar que os Noruegueses realmente apreciam a natureza e, portanto, o seu país. Muitas bicicletas (não tantas como na Holanda, mas isso é difícil), muitos jardins espalhados pela cidade, e sempre a sensação de que respiramos ar puro, mesmo no centro da capital.
Mesmo sendo a capital, qualquer Norueguês que se preze tem à sua disposição, a minutos de distância, a possibilidade de velejar, de caminhar ou pedalar pela floresta ou montanha, de esquiar, e tudo o que envolva actividades ao ar livre, de que tanto gostam.
Pareceu-me um local agradável para se viver, mas obviamente também tem os seus pontos menos bons.
Um deles, pelo menos do ponto de vista de um Português, é o facto de no início de Abril (altura em que esta viagem foi feita) uma pessoa sentir na pele, especialmente se estiver vento, temperaturas pouco ou nada acima dos 0ºC, durante o dia. Em pleno Inverno o frio e a escuridão imperam, pelo que não me parece ser um local muito agradável nessa altura do ano.
É também, como pudemos verificar, uma cidade cara. Ou melhor, é uma cidade cara que se farta. Possivelmente isso não é tão aborrecido para quem tem um ordenado Norueguês, portanto imagino que este impacto seja maior nos turistas.
Tirando estes pontos, por demais conhecidos, é uma cidade bastante porreira com locais interessantes para visitar, sendo que um fim-de-semana não chega para tudo, obviamente.
Dos pontos mais interessantes da cidade, posso referir o parque Vigeland (que constitui parte do parque Frogner), preenchido com esculturas de Gustav Vigeland (um importante escultor Norueguês), a fortaleza, a Ópera e ainda vários belos edifícios espalhados pelo centro da cidade.
Interessante também é o Folkemuseum, situado na península de Bygdøy, acessível, nesta altura do ano, de ferry a partir do porto da cidade. É um museu ao ar livre para onde foram levados diversos edifícios de diferentes partes do país, representando construções tradicionais, maioritariamente em madeira. Um dos mais impressionantes é uma igreja de madeira, originária da localidade de Gol.
Ainda na mesma península, fizemos uma visita a um museu dedicado ao barco Kon-tiki. Infelizmente, por ser dia de Páscoa, não foi possível visitar outro dos museus interessantes da zona - o museu dos barcos Vikings.
Para além disto, fiquei a saber que os Noruegueses bebem muito café, embora isso se deva ao facto do café ser fraco, e consequentemente consumido em grandes quantidades. Os Portugueses nunca chegariam aos calcanhares deste povo, já que bebemos meros shots potentes de bom café.
Deu ainda tempo para provar bacalhau, pizza (muito tradicional), gelados (mesmo com o frio) e ainda Aquavit, que é basicamente vodka feito a partir de batata, com umas ervas, e por vezes envelhecido em cascos de carvalho, havendo ainda diversas outras variantes. Algo que fiz questão de trazer comigo para saborear em casa.
E pronto, deixo aqui algumas fotos que resumem o fim-de-semana em milhares de palavras.
Farvel!