sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Devin Townsend

Saudações musicais, caríssimos!


Certamente que já estranhavam a longa ausência da vossa rubrica musical favorita. Infelizmente, com outras prioridades ocupando a minha mente nem sempre reparo nas manifestações de desagrado que os meus discos levam a cabo sempre que passo por perto e não os ponho a tocar.

O último concerto referido aqui foi proporcionado por uma bela banda Portuguesa em solo Holandês. Mas embora tenha demorado até fazer o mesmo aqui, a verdade é que comprei os bilhetes apenas umas semanas depois de pôr os pés na Polónia. Porquê a antecedência na abertura dos cordões à bolsa? Porque não é todos os dias que este senhor passa por perto.


Devin Townsend ou, neste caso, Devin Townsend Project. Este artista Canadiano tem uma produtividade fora do normal e um sem número de projectos paralelos, portanto é um pouco irrelevante qual deles exactamente é que está em tournée.

Senhor de uma voz impressionante, que parece conseguir ir a todo o lado. Tal como o som que se tornou a sua imagem de marca, com a chamada "parede de som" que dá a sensação de se estar a levar com todas aquelas guitarras nas ventas em simultâneo. É metal, é progressivo, e por vezes não é nada disso.

Tem momentos calmos, mas os mais pesados tocam muito fundo. Não há muita música que me emocione tanto como a de Devin Townsend. É raiva, é esperança, é alegria, é uma transe inspiradora que não se explica. Ao vivo tudo isto é exponenciado. Numa palavra: épico. O concerto que eu precisava de ver e ouvir nesta altura.

Vão imediatamente ouvir a obra deste senhor, se ainda não o fizeram. Eu estou neste preciso momento a levar com a parede nos ouvidos.





Do widzenia!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Belo dia

Ora viva, estimados leitores!


Um belo dia, este que se nos apresentou, não é?

Sem que nada o fizesse prever na madrugada do meu aniversário, acordei por volta das quatro horas da manhã e comecei a pensar em todo o tipo de inutilidades. À falta de melhor solução, peguei no computador e fui tentar fazer algo mais produtivo do que estar simplesmente deitado.

Percebi então que o motivo para ter acordado era o som das Trumpetas anunciando a iminente vitória nas eleições dos Estados Unidos da América por parte de um personagem já por demais mencionado hoje. Tal como refere Miguel Esteves Cardoso, ninguém me avisou que isto podia efectivamente acontecer.


Não esperem de mim uma análise política cuidada da realidade mundial. Para isso já muita gente opina por essa rede fora. Podem esperar, no entanto, uma visão pessimista das coisas sem que seja apresentada grande argumentação para tal - o que não deverá surpreender quem me conhece melhor.

Como acabei de escrever, tenho uma visão do mundo não só pessimista como apocalíptica. Acho que a única solução para este planeta é uma extinção em massa, mas da nossa espécie em particular.

Felizmente a história do planeta Terra mostra-nos que isso não é assim tão improvável. Fenómenos naturais destrutivos são sempre uma opção. Entre terramotos, maremotos, furacões, erupções vulcânicas e picadas de peixe-aranha, há muito cataclismo por onde escolher, embora só uma combinação de vários em simultâneo fosse capaz de fazer mossa significativa.

Uma ocorrência como a muito divulgada de há 66 milhões de anos, que foi chata para os dinossauros e restantes seres da época, era coisa para fazer mais estragos, mas se calhar o pessoal de Hollywood já consegue salvar o planeta de algo que venha em rota de colisão.

Uma epidemia gigante seria a opção seguinte, mas geralmente envolve cenas algo nojentas, sangue por todo o lado, zombies e acaba por se arrastar ao longo do tempo.

Se é para demorar tempo, basta esperar, já que a nossa prolífica espécie é geralmente a causa dos maiores cataclismos. Entre guerras e o conhecido impacto do nosso estilo de vida no meio ambiente, a pouco e pouco o planeta há-de livrar-se de muitos de nós.


Embora não esteja a ver uma solução imediata para os nossos problemas, ela eventualmente virá. Sendo já algo influenciado pela minha localização, as teorias da conspiração (serão mesmo?) começam a pulular no meu pensamento.

Ora, é sabido que Putin está mortinho por invadir a Polónia (e tudo o que está pelo caminho), e agora que os Americanos se estarão a cagar mais do que nunca para a Europa, será que é desta? Trump mandará erguer um muro à volta do país. O mesmo fará o Reino Unido. Depois bastará que os Franceses elejam a Frente Nacional para se ir mais visivelmente espalhando a solução. Os Chineses aproveitarão para tomar posição na base das Lages. E depois teremos apenas de esperar que rebentem uns terroristas, um míssil vindo da Coreia do Norte caia algures ou alguém dê um peido mais alto, e estará tudo novamente à porrada.

Como a guerra é uma actividade com razoáveis emissões de carbono, temos o já mencionado clima a fazer das suas, cada vez mais rapidamente. Será uma guerra muito à base de batalhas navais, já que haverá cada vez menos terra para conquistar. E será tudo com apps também. Apps e drones com mísseis.

E depois desta trabalheira toda afinal serão as máquinas, e respectivas apps, que, num volte-face, destruirão os seus criadores e dominarão o planeta. Mas estas serão máquinas com boas intenções. Começarão a plantar árvores, optarão por combustíveis renováveis, e serão felizes para sempre, desde que eliminem qualquer ser humano que encontrem, ou qualquer indivíduo de uma outra espécie que tenha evoluído para algo próximo.

Enfim, será bem feito.




Apesar de todo este pessimismo ainda tenho alguma esperança que não seja necessário ir tão longe. Depois de, boquiaberto, ter visto o resultado da votação no Brexit e de, boquiaberto, ter visto Éder marcar o golo da vitória de Portugal na final do Euro 2016 e ainda de, boquiaberto, ter assistido às boas novas na noite eleitoral Americana, estou à espera que Sheldon Cooper apareça com a sua típica expressão indicativa de que tudo não passara apenas de uma piada. E que boa piada!




Com visões apocalípticas ou não, o melhor é não levar isto muito a sério. Isso, e produzir álcool, que será bem preciso.





Sorriam! E até breve!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Homem do Bussaco, esse filósofo

Saudações musicais, caríssimos!

Não tenho grande coisa para dizer, mas apetece-me deixar aqui registado um momento de profundidade poética que acabei de recordar.

O dito momento ocorreu na segunda série do Programa do Aleixo, pelo que já não é propriamente novo. No entanto, esta declaração do Bussaco é algo de magistral, profundo e que me relembra o facto de toda a minha vida já ter sido em vão, tendo em conta o que já me foi dado a ouvir ao longo da mesma.

Podem e devem ver o episódio completo, e já agora comprem o DVD. Mas quem estiver apressado que avance para o minuto 26.





Até breve, e cuidado com os ouvidos!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Sinistra despedida e mudança para Leste

Saudações, caríssimos e assíduos leitores!


Como poderão ter deduzido, ou tomado conhecimento por outras fontes, os últimos meses foram algo atarefados para a minha pessoa. Não pretendendo tomar muito do vosso tempo (ou do meu), passo a explicar, de forma relativamente sumária.

Ainda no primeiro trimestre do ano, com o final do meu contrato de trabalho, decidimos que iríamos tentar um regresso a terras Irlandesas. Por várias razões, uma de cada vez ou todas em simultâneo, esse acabou por não ser o nosso destino. A data da mudança, de qualquer forma, já estava decidida, independentemente do destino, pelo que as últimas semanas de Setembro foram ocupadas de forma bastante alegre e contente com as tarefas de encaixotar tudo o que tínhamos, a que se seguiria o envio das correspondentes caixas e a agradável limpeza da casa e arredores.

Depois de dias e dias a montar um sem fim de caixas para lá poder colocar toda a tralha que foi acumulada ao longo dos anos, de engarrafar as bebidas que ainda estavam em lista de espera, de deitar fora as bebidas que não mereciam o trabalho e de ir ao vidrão dezenas de vezes para descartar as centenas de garrafas vazias que sempre ia guardando, as coisas foram, com maior ou menor dificuldade, acalmando.

Pelo caminho não deixei de me indagar sobre a simbiose verificada entre as caixas de cartão e o plástico com bolhas de ar. Os rolos deste plástico foram entregues em caixas de cartão, enquanto que as caixas de cartão novas se apresentaram embrulhadas no mesmo plástico. E assim passava horas a contemplar esta maravilha. Ou então a descansar sobre as confortáveis bolhas, enquanto os constantes rebentamentos das mesmas me iam embalando.




Com a maior parte do encaixotamento a decorrer nos últimos dias, como seria de esperar, não pude deixar de começar pelos meus queridos discos, tendo aproveitado para os embalar de uma forma algo festiva, mesmo aqueles cuja música aponta no sentido oposto. Quando me cansava de encaixotar discos ia então até à adega e preparava uma bebida para ser engarrafada.






Espero manter na minha memória, durante muito tempo, as imagens do dia da mudança, para que pense um pouco melhor antes de comprar o que quer que seja daqui para a frente. Uma vez no camião, nem parece muita coisa. Mas isso explica-se com o tamanho do camião e com o facto de não termos mobília para enviar.












Depois de consumada a entrega das chaves, ficámos ainda um último fim-de-semana em Nijmegen, em quarto emprestado. Tivemos assim oportunidade de nos despedirmos de mais uns amigos (os restantes foram despachados durante a semana) e de assistir àquele que considero o concerto de despedida ideal. Uma banda que já antes, ao de leve, apresentei neste espaço. Uma das minhas bandas favoritas do momento, Sinistro, que nunca conseguira apanhar ao vivo em Portugal, dava nessa altura uma volta à Europa, e que melhor coincidência do que um concerto em Nijmegen (no Merleyn) precisamente no meu último fim-de-semana.











Ainda deu para comprar a t-shirt da praxe, arranjar um CD autografado e estar alguns minutos à conversa com a vocalista, Patrícia Andrade. Uma banda que continuarei a seguir e um concerto do qual certamente me lembrarei como um dos últimos grandes momentos que tive naquela cidade Holandesa que me acolheu durante mais de seis anos.


Como alguns poderão ter imaginado, o destino é a bela cidade Polaca de Cracóvia. Será desta que aprendo aquele idioma de vez? Conseguirei finalmente adquirir a paciência que os Polacos aparentam ter quando estão parados em longas filas? Será que passarei a falar da II Guerra Mundial de forma obsessiva? Não percam os próximos episódios, porque nós também não!

Uma coisa é certa. Não passarei fome.




Do widzenia!